Colunas / Opinião do Leitor
A incoerência de PX
Quem condenou Friboi foi o Cade e a CPI. PX Silveira, no artigo "Cala Boca Friboi", publicado no Diário da Manhã de ontem, opinou da forma que só poderia vir dele: sem dados, sem conhecimento, sem estudo, sem preparo e sem qualquer coerência. No texto, PX ataca a Sama, indústria genuinamente goiana e produtora de amianto crisotila, que sofre um bombardeio incessante da multinacional Saint-Gobain. Os franceses não tiram os olhos do mercado que a Sama é referência e mentem sobre a extração de amianto.
Cientificamente já ficou comprovado que, se extraído corretamente, o amianto não traz riscos ao ser humano. PX Silveira cita o caso da Sama para, mais uma vez, sem dados, sem conhecimento, sem estudo, sem preparo e sem qualquer coerência, me atacar como forma de defender e preservar o empresário conhecido como Júnior do Friboi. PX não leva em consideração as condenações que Friboi recebeu por cartel, dá de ombros para o vídeo atestado por especialistas na CPI da Carne, em 2005, onde Júnior diz como ele atua na cartelização da carne no País.
E PX ainda tentou ironizar, ao escrever que eu nunca fiz campanha sem dinheiro. Só que a diferença é que os doadores das minhas campanhas são todos identificados, os valores declarados à justiça, de forma clara e límpida pelos comitês que montei. Sei que PX não está acostumado com tanta clareza. Até porque defendo Goiás, os goianos, os produtores e os consumidores de todo o Brasil que são vítimas do cartel comandado por Júnior do Friboi. Tudo o que apontei sobre esse sujeito foi comprovado por uma CPI e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). PX ainda criticou a imprensa goiana por ter dado espaço à minha resposta ao Júnior do Friboi, que mentiu ao dizer que teria ido à minha residência e feito doações a campanhas. Ser rico não é obstáculo para entrar na política, mas querem colocar em Goiás a prerrogativa do poder financeiro para ser candidato, em detrimento do preparo, da capacitação, da inteligência, do espírito público, da ética e da idoneidade. Isso os goianos não vão admitir, porque seria a desmoralização completa de nosso Estado.
Ronaldo Caiado, deputado
federal (DEM-GO), via e-mail
Visão coronelista
Como sempre, Wandell Seixas está atento aos detalhes que circulam o produtor rural.
Apesar da visão coronelista que ainda persiste em alguns "patrões", vislumbro e desejo um futuro onde os nossos parceiros, em sua maioria, terão formação adequada e receberão, através do seu valioso suor, um salário digno de seu valor, onde, mesmo sem tal formação, atualmente já figura como a locomotiva do agronegócio.
Cleziomar Alexandre Vitor
Egídio, via e-mail
Parciais
Mais uma vez evidenciando seu lado reacionário, o Congresso Americano é contra a correta e sensata posição de Obama no episódio de construção de casas populares em Jerusalém Oriental, em área pertencente aos palestinos.
Se Israel resolver cravar a estrela de Davi na bandeira norte-americana, em substituição às dezenas de estrelas ali existentes, com certeza os parlamentares também aprovarão, já que fazem tudo para paparicar os israelenses.
Habib Saguiah Neto, aposentado
“Fazemos parte de uma das Unidades Universitárias da UEG que se situa numa região historicamente desassistida pelas políticas públicas estaduais e federais de educação superior. Quase totalidade do quadro docente não é efetivo, portanto, causa preocupação também a perda dos cargos supramencionados, uma vez que servem de suporte e assessoria aos trabalhos.
Outro dado preocupante é o desmerecimento que a região recebeu no edital do concurso em andamento, quando este menciona apenas uma vaga para doutor na área de educação e outra na área de letras para servir duas Unidades (Campos Belos e Posse); cinco vagas para mestre na área de Letras para uma unidade e outra e nenhuma na área de educação; e somente duas vagas para especialista para atuar em uma região que atende aproximadamente 1.500 alunos de uma região extremamente carente.” (Trecho da carta UEG aos frangalhos, dos professores do curso de Pedagogia da Unidade Universitária de UEG de Campos Belos, publicada dia 19/03/2010)
A UEG numa perspectiva progressista
A região Nordeste de Goiás, que no passado era conhecida como "corredor da miséria" pela falta de oportunidades para desenvolver suas potencialidades humanas e materiais, mudou significativamente a partir da implantação da Universidade Estadual de Goiás, com as unidades universitárias de Campos Belos e Posse. O cenário na região transformou-se ao ponto de vislumbrarmos a possibilidade de torná-la uma das mais promissoras no setor educacional, da pecuária e da agricultura do Estado.
A Unidade Universitária de Campos Belos foi tratada como "frangalhos" por uma carta publicada no último dia 19 de março de 2010 neste conceituado jornal. Essa foi uma atitude equivocada manifestada por apenas um professor, que enviou o texto ao jornal em nome de "todos os professores do curso de Pedagogia da Unidade Universitária da UEG de Campos Belos" sem o consentimento dos mesmos.
Para conhecimento de todos, vimos, por meio deste espaço, apresentar a Unidade Universitária de Campos Belos, conforme a seguir:
é uma unidade onde são ofertados três cursos: licenciaturas em Pedagogia e em Letras e Tecnologia Agropecuária, atendendo em média 400 acadêmicos;
Possui 40 professores distribuídos nos cursos, sendo dois doutores, quatro doutorandos, oito mestres, dois mestrandos e os demais especialistas;
Conta com laboratório de informática de última geração, com computadores novos, e atende acadêmicos e a comunidade diuturnamente, oferecendo aos usuários o serviço de internet e curso de inclusão digital através de projeto de extensão.
A biblioteca da unidade possui 5.066 exemplares que contemplam suficientemente a bibliografia básica dos cursos oferecidos, principalmente o curso de Pedagogia. Ressaltamos que só no período de dezembro de 2009 a janeiro de 2010, recebemos da reitoria mais de 300 livros novos. E nos próximos meses de 2010, estaremos recebendo R$ 150 mil em livros para ampliação do acervo;
Recebemos ainda, nos meses de fevereiro e março de 2010, 27 ventiladores de parede, dois computadores novos completos e, nos próximos dias, devemos receber um kit biblioteca contendo cinco computadores novos, uma impressora, armários, mesas e ar-condicionado.
A aquisição de mesas e cadeiras para uso dos professores e para o laboratório de informática já está em processo de licitação. Nesse processo, consta ainda a aquisição de 24 aparelhos de ar-condicionado para serem instalados em todas as dependências do prédio.
Já foi licitado e estamos aguardando a chegada do tão sonhado laboratório de Biologia e Química, destinado ao curso de Tecnologia Agropecuária.
Não podemos esquecer ainda de um outro grande beneficio que acabamos de receber da reitoria, que é a reforma geral do prédio e da quadra de esportes, em fase conclusiva.
Em nossa unidade, a pesquisa acontece com qualidade, sob a coordenação do competente professor mestre Antônio Egno. No final de 2009 lançamos o livro Estudo sobre Literatura e Linguística: Pesquisa e Ensino, organizado pelos renomados professores doutorandos Flávio Pereira e Vanessa Gomes, ambos do curso de Letras. O trabalho é o resultado concreto das produções científicas de nossos acadêmicos e professores através dos oito projetos de pesquisa desenvolvidos na unidade naquele ano. Este ano já contamos com seis projetos de pesquisa aprovados pelo Conselho Acadêmico.
A coordenação de extensão de nossa unidade existe e está sob a responsabilidade do eficiente professor especialista Fábio de Melo. No ano passado tivemos 13 projetos, sendo que um deles foi o "Cursinho Pré-Vestibular", com recorde de candidatos no processo de seleção. Neste ano de 2010 já foram aprovados oito projetos pelo Conselho acadêmico.
Para atendermos os estudantes carentes da região, contamos com a Casa do Estudante Universitário, locada pela universidade.
Com o objetivo de proporcionar a fruição e difusão da cultura e a integração da universidade e comunidade, realizamos no ano passado a I Siacuc - Semana de Integração Acadêmica e Cultural da UEG e Comunidade. Neste evento, pudemos oportunizar a descoberta de talentos da música e da poesia, concedendo aos vencedores troféus, medalhas e premiação em dinheiro, através de parceria entre reitoria da UEG, prefeituras e empresários da região.
Quanto ao concurso público de professores, cabe esclarecermos que o número de vagas de especialistas, mestres e doutores para a Unidade de Campos Belos está proporcional ao quantitativo total das vagas distribuídas em todo o Estado. Este número foi resultado de uma discussão por nós, diretores, sem ter sido imposto pela administração superior da universidade.
Diante o exposto, cabe-nos perguntar: esta universidade está aos "frangalhos" como afirmou o leitor? Obviamente que não. Uma universidade do porte da nossa UEG é um patrimônio que está vivo e se rejuvenesce a cada instante, com o compromisso, apoio e responsabilidade de seu dirigente maior, o magnífico reitor professor Luiz Antônio Arantes, as pró-reitorias, os professores e a nossa equipe gestora. Portanto, caros leitores, esta é a essência exposta de forma sucinta da verdadeira Unidade Universitária da UEG de Campos Belos, que está aqui para ser preservada, valorizada, respeitada e amada por todos nós.
Rosolindo Neto de Souza, diretor educacional da UEG-UnU de Campos Belos, via e-mail
Falta atitude
Há 30 anos iniciei minha vida universitária no Campus 2 da UFG. Naquela época, os ônibus eram escassos e deixavam-nos à espera nas paradas por pura impossibilidade de entrar nos mesmos, dada a quantidade bizarra de seres humanos disputando uma vaga dentro deles. Desde então venho percebendo que jamais houve alguma sensibilização por parte de alguém: seja pela própria UFG, como instituição educacional, e, muito menos, pelos donos do transporte de nossa Capital em suprir linha extras para aqueles sofridos estudantes do Campus Samambaia. Hoje, passado tanto tempo, e lendo os jornais que apontam o caos da indiferença continuada, penso: meu Deus! até hoje? Nenhum vereador, nenhum deputado, nem o Ministério Público se posiciona. Deve ser porque nenhum desses senhores e senhoras se utiliza do transporte nem para estudar, nem para trabalhar. Gostaria de lembrar a estes senhores um quesito básico para que a vida continue sem desigualdades tão marcantes: diálogo com as partes.
Márcia Soares, via e-mail
Não temos...
Liberdade, igualdade e fraternidade é tudo o que não temos aqui no Brasil; quase igual à mentalidade imposta ao povo cubano. A liberdade de expressão de pensamento da imprensa não existe, haja vista a censura imposta por este governo ao jornal O Estado de S. Paulo, censurado há 8 meses. Igualdade de direitos dos aposentados pelo INSS com os funcionários públicos não há, nem seus direitos constitucionais adquiridos são respeitados. Fraternidade, mas que fraternidade? Os governos Sarney, Collor, Itamar, FHC e principalmente o Lula, se tivessem um pouquinho mais de respeito pela Constituição e ao povo brasileiro, viriam a público explicar qual o motivo de tanto torturar os idosos que tiveram a infelicidade de se aposentar pelo INSS e estar hoje sob o jugo desses governos que não cumprem as promessas de campanha.
Benone Augusto de Paiva,
via e-mail
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