Colunas / Opinião do Leitor

Hipocrisia no combate aos tóxicos

15 de Março de 2010 |

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Há alguns dias recebi a visita em meu estabelecimento comercial (loja de tintas) de um agente da vigilância sanitária que me autuou pelo fato de comercializar thinners e solventes, que são materiais para diluição de tintas e vernizes. Segundo sua alegação, esses produtos são estimulantes nocivos para a saúde humana. Até ai tudo bem, concordo em parte, mas o que me causa estranheza é o fato da Anvisa não regulamentar de fato a venda de bebidas alcoólicas e cigarros para menores, que na minha visão, são de fato a verdadeira porta de entrada para a maioria das mazelas de nossa sociedade.
Será que a Anvisa teria "peito " para enfrentar os poderosos tubarões da indústria de bebidas e de tabaco, os grandes contribuintes de impostos? Se é para moralizar, que seja de uma maneira justa, igualitária e sem hipocrisias. O que eu gostaria de ver era esses agentes atuando pelos bares e boates desde a periferia às áreas nobres de nossa cidade.
Por fim, se não bastasse isso tudo, o tal agente citado, foi de uma arrogância e prepotência de dar inveja a Hitler, Chavez e outros da mesma laia. Portanto, sr. gestor da Vigilância Sanitária de Goiás, reveja seus programas de treinamento com seus colaboradores, pois alguns pensam que estão acima do bem e do mal.
Amaro Junior, via e-mail.
 

Educação inclusiva
Parabenizo o Diário da Manhã pela sensibilidade de mostrar a toda comunidade goiana e goianiense a evolução da educação inclusiva em nosso Estado, e dizer que todo trabalho está sendo feito em conformidade com a atual Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20/12/1996, que trata, especificamente, no Capítulo V, da Educação Especial. Define-a por modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. Assim, ela perpassa todos os níveis de ensino, desde a educação infantil ao ensino superior. É um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas, de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. Estes aspectos são vistos de uma forma mais objetiva em Goiás, onde homens e mulheres que atuam na Secretaria Estadual de Educação, com destaque para o Professor Sebastião Donizete de Carvalho, coordenador de Ensino Especial, que com toda sua equipe mostrou nestes dez anos que Educação Inclusiva não se mistura com fracasso escolar, e que nossos filhos estão sendo inseridos de forma cada vez mais responsável e coerente nas atividades de civilidade e cidadania educacional. Em Goiás não existe mais professor abandonado em sala com alunos com dificuldades de aprendizagem de qualquer ordem, seja ela mental, intelectual, auditiva ou qualquer outra "barreira" de emissão ou recepção de informações, nosso Estado é hoje uma referência nacional no que tange a Educação Inclusiva. Vida longa à Educação Inclusiva em Goiás. 

 

Trote inteligente
De vez em quando algo acontece que acende uma luz de esperança a iluminar o futuro : acabei de ver pela TV que 17 faculdades de medicina se uniram num novo tipo de trote, bem diferente daquele festival de ignorância e violência que estamos acostumados a assistir. Desta vez, após passarem pelo ritual de pinturas no rosto, com tinta própria e lavável, parte dos calouros foram encaminhados a bancos de sangue para fazerem suas doações, e outros, dentro de supermercados, fizeram coleta de produtos doados para serem por eles encaminhados (e foram) às famílias carentes, com crianças afetadas por doenças crônicas. Tenho certeza de que estes jovens calouros, através de um simples trote, se sentiram maduros e satisfeitos por agirem como cidadãos plenos e capazes de interferir , positivamente, no meio onde vivem. Que este exemplo se reproduza pelo Brasil em todas as universidades. Ações como esta podem educar e direcionar um jovem estudante para o resto de sua vida.
Mara Montezuma Assaf, via e-mail.

Salário
Dilminha, mãe do PAC, a candidata do "cara" quer que o PT lhe pague um salário durante a campanha eleitoral, já que, legalmente, ela estará sem rendimentos como ministra e outras bocas correlatas. A sede pelo dinheiro mostra bem a que partido ela pertence. Será que tudo que ela "ganhou" nestes anos de mamatas mil não lhe dá uma margem para ficar uns meses sem salário?
Antonio Carlos Pereira, via e-mail.

Se merecem

Qual será a motivação do Governo Lula para que continue tão intransigentemente "fechado" com o presidente do Irã, o aloprado Mahmoud Ahmadinejad, a ponto de colocar em risco o mais ambicionado projeto da política externa do Brasil, que é uma vaga como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU?
Ao deixar que a diplomacia brasileira seja transformada em um instrumento da política ideológica do PT, quando deveria ser um instrumento de política de Estado, Lula está deixando claro que "não está nem aí" para os reais interesses do Brasil e do seu povo, mas que seu principal compromisso sempre foi, é e será com o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores. Por outro lado, não dá para negar a existência de enormes afinidades entre Lula e seu "coleguinha" Ahmadinejad, principalmente no tocante à incrível capacidade que ambos têm de falar bobagens durante suas entrevistas à imprensa. Para que se entenda o nível de sandices que esses dois são capazes de atingir, basta lembrar as recentes performances de cada um deles. Enquanto Lula, para bajular os irmãos Castro, não teve pruridos em exaltar o que ele chama de "Democracia Cubana", nem de afirmar que os opositores do regime, em greve de fome, não passam de presos comuns, o iraniano Ahmadinejad, que já chegou até mesmo a negar o holocausto, teve a cara de pau de garantir que os atentados de 11 de setembro de 2001 teriam sido "armações norte-americanas”, para justificar a guerra contra o terrorismo. Não são umas gracinhas? Aliás, vendo por esse ângulo, dá para entender perfeitamente a incrível sintonia existente entre a dupla. Afinal, eles se merecem!
Júlio Ferreira, via e-mail.

Tolerância zero
Vamos continuar sendo o País da impunidade enquanto tivermos legisladores a serviço do Executivo, e por enquanto tudo que interessa ao Palácio do Planalto é a eleição de Dilma Rousseff. Vamos continuar assistindo a assassinatos, roubos, sequestros e mortes sem a menor complacência do governo Lula, que está pouco se lixando para a segurança dos brasileiros. Todos sabem que bastaria um projeto de Lula ao Congresso pedindo revisão nas leis e duras punições aos assassinos que tudo mudaria, dado que Lula domina o Congresso que vem trabalhando a seu favor. Mas Lula não se interessa por isso? Por que ao mudar as leis os colarinhos brancos iriam para a cadeia, os crimes de corrupção correriam sérios riscos de diminuir, e como viveriam os partidos sem o caixa dois, principalmente o PT, que vem revelando o alto grau de periculosidade de seus aloprados, como o caso Bancoop, lesando milhares de contribuintes que sonharam com a casa própria? Os parlamentares que foram eleitos prometendo mudanças nas leis estão novamente colocando suas caras nas tevês pedindo votos e prometendo o que nunca cumprem. Se fosse instalada no País a tolerância zero com o crime, faltaria cadeia. Algum parlamentar se habilita a levantar essa bandeira? Duvido.
Izabel Avallone, via e-mail.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

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