Colunas / Opinião do Leitor
Largados ao léu
Uma vasta população já está largada ao léu e vem aumentando dia a dia. Esta será a bomba social que irá explodir muito mais cedo do que imaginávamos.
Infelizmente, até este momento, nenhuma providência vem sendo tomada para minimizar a catástrofe que se aproxima e que atingirá todos nós.
Estou falando dos idosos que cada vez mais passam a necessitar de cuidados e, infelizmente, não têm ninguém para olhá-los. Seus proventos e aposentadorias são consumidos por uma política econômica que só espera que tal parcela da população desapareça, ou melhor, morra o mais rápido possível. Famílias modernas não têm tempo, nem fundos, para cuidar dos seus idosos, não existem profissionais especializados e o governo nunca se preocupou em prever recursos e projetos para eles. O que já estamos percebendo são jovens idosos sexagenários, consumindo seus bens e se desgastando emocionalmente e fisicamente para suprir as necessidades de seus familiares mais velhos, na faixa de 80 a 90 anos.
Neste momento, ainda existem alguns filhos abnegados e obrigados, por falta de opção, a olhar seus pais. Estes mesmos filhos provavelmente não terão quem irá olhá-los quando atingirem a idade atual dos seus progenitores. A constituição das famílias mudou muito, já se prevendo um crescimento negativo da população. Por outro lado, o número de idosos vem aumentando exponencialmente, como demonstram várias pesquisas, sendo que nunca existiram tantos octogenários e nonagenários vivos em toda a história da humanidade.
O que fazer com esta vasta população carente de cuidados, não só físicos, mas também emocionais? Como suprir suas necessidades específicas? Como abrigá-los? Como motivá-los e entretê-los? O que será dos futuros idosos, ou seja, de nós mesmos, quando já não tivermos mais condições de sermos independentes?
Infelizmente sou só uma mente pensante e preocupada. Tenho certeza de que se não se iniciar urgentemente uma discussão com sociólogos, psicólogos, médicos, economistas, educadores, empresários e outros profissionais atuantes no mercado, de todos os segmentos da sociedade e com o apoio do governo, esse problema só irá aumentar, numa rapidez muito maior do que qualquer um possa imaginar, atingindo todos nós irrestritamente num futuro bem próximo.
Nicolau Amaral, via e-mail
***
O bom atendimento do Detran
Há quatro anos, estive no Detran, à busca de seus préstimos, e de lá saí injuriada, o que gerou a crônica "Mas que fiquei brava, ah! fiquei!", publicada em minha coluna semanal neste DM. À época, recebi telefonema do presidente Bráulio Moraes e carta da Assessoria de Imprensa do órgão, neste espaço, aceitando e agradecendo minhas críticas, sob o compromisso de que haveria mudança substancial na prestação de serviços, com vista a melhorá-los.
Semana passada, voltei ao Detran e fiquei satisfeita com o que vi, pelo menos, no Bloco 4, Junta Técnica. Jovens funcionários e estagiários lépidos em suas ações e informações, prestativos e alegres (adeus ao mau humor daquela turma com ares de cansaço e de enfado) com o firme intuito de bem servir e de facilitar a vida dos que procuram presteza e agilidade, características que deveriam ser comuns ao serviço público, mas que, na realidade, não o são, tanto que ficamos surpresos quando as encontramos. Parabéns, Danilo e Rafael! Vocês cumprem com responsabilidade, boa vontade e competência as funções que lhes são entregues. E o melhor: fazem isso com prazer, com o bom humor do jovem que está de bem com a vida e com as pessoas.
Assim, como já fui crítica do Detran, agora, por um dever de ofício e até de consciência, elogio-o. O presidente Bráulio, atuante e à caça de aprimoramento para seus comandados, mostra que, mesmo aos poucos e apesar das dificuldades, é possível acabar com certos ranços do serviço público e modernizá-lo para o bem da comunidade. O Detran está na trilha certa. E, naturalmente, melhorará cada vez mais para alegria de todos.
Lêda Selma, via e-mail
***
Distribuição justa
A Câmara Federal aprovou a emenda Ibsen Pinheiro, que autoriza os novos critérios de distribuição dos royalties dos Estados produtores de petróleo. Nada mais lógico e equânime. O petróleo não é uma propriedade estadual, mas da União. A esperteza dos governantes dos Estados produtores que abocanhavam as maiores fatias dos royalties sem que houvesse uma decisão conclusiva do Congresso Nacional vai deixá-los com saia curta para aprenderem a não ser gananciosos em relação aos demais entes federativos.
A situação, que passa a ser delicada a esses Estados, ainda depende de aprovação do Senado Federal e de veto ou sanção do presidente da República. Mas o que chamou atenção foi a cena teatral protagonizada pelo governador carioca Sérgio Cabral ao chorar em público para sensibilizar o povo carioca e com isso obter dividendos políticos. Parecia um bebê chorão. Muita caretice.
Júlio César Cardoso, via e-mail
***
Censura prolongada
O Estadão está há 226 dias sob censura por denunciar Fernandinho Sarney, filho do ex-presidente Sarney, testa de ferro do clã. Isso mostra a força que tem um ex-presidente. Um Zé ninguém que se fez milionário apenas como político, o que por si só já seria caso faz tempo de investigação pela Receita Federal e que mostra a diferença existente entre o cidadão comum, assalariado, perseguido com feracidade pela mesma.
No Brasil moderno e progressista, não cabem mais essas discrepâncias. Esses coronéis que se fizeram à custa dos impostos gerados em Estados progressistas, usando a pobreza como bandeira para enriquecer seus bolsos sujos e malcheirosos.
Que força é essa que mantém essa família poderosa até hoje a ponto de calar um jornal como o Estado de S. Paulo, que desde sua fundação fez história como íntegro e defensor de nossos direitos constitucionais?
Beatriz Campos, via e-mail
***
Envergonhados
Por dois dias consecutivos, tive o prazer de ler no Fórum dos Leitores (jornal O Estado de S. Paulo) comentários de professores da USP. O primeiro, do professor Renato Janini Ribeiro, titular de Ética e Filosofia Política, conhecido defensor do atual governo. Porém, desta vez, o mesmo faz severas críticas ao presidente por conta de sua conduta fora de ética ao abraçar um ditador e defender um regime totalitário mundialmente criticado. Isso é um bom sinal. Antes tarde do que nunca. O segundo comentário, do professor titular de Ciências Políticas, José Álvaro Moisés, que confessa estar extremamente envergonhado de, em algum momento, ter ajudado o ex-metalúrgico e que só agora percebe as verdadeiras intenções do mesmo.
Me parece que os Sovietes USPianos estão fazendo água; que assim seja. Sou pós-graduado na área de saúde, não tenho o conhecimento político dos dois professores, nesse terreno sempre fui apenas curioso, mas foi o suficiente para perceber desde há muito as intenções do Partido dos Trabalhadores e não ter dúvidas do que seria um governo por ele dirigido.
Em um país sério, estariam atrás das grades. Jamais ensaiando um retornar à política.
Humberto de Luna Freire Filho, via e-mail
***
Injustiça histórica – Artigo de Carlos Heitor Cony, publicado dia 14/03/2010
Dividir é justo
O Sr. Carlos Heitor Cony foi infeliz em seu artigo “Injustiça histórica”, onde fala sobre a mudança do critério de distribuição dos royalties do pré-sal em partes iguais entre os Estados brasileiros. Ele como carioca está defendendo seu Estado, mas acho que não se deve comparar ciclos econômicos como o fez, pois são épocas diferentes, não temos nada a ver com Califórnia. Esses Estados se acham donos da riqueza que pertence a todos os brasileiros, e o volume de dinheiro é tão grande, por que não dividir com todos os Estados da Federação?
Cuidado, Sr. Cony, o papel aceita tudo, mas o povo não está tão bobo como pensa o Sr. e a maioria dos políticos brasileiros.
Di Magalhães, Curitiba-PR, via e-mail
***
DM 30 anos
Seriedade ao informar
Parabéns ao jornal Diário da Manhã pelos 30 anos de seriedade e compromisso com a sociedade goiana. E parabéns pela renovação visual do Portal do DM na internet, a renovação demonstra cuidado técnico, sem perder o conteúdo nem a visão social. Em nome dos farmacêuticos brasileiros, parabenizo o senhor Batista Custódio e toda equipe do jornal Diário da Manhã pelo aniversário e pelo cumprimento da missão de informar.
Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, via e-mail
Informação democratiza
Em nome da comunidade acadêmica da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), registro os cumprimentos ao senhor Batista Custódio e toda equipe do jornal Diário da Manhã pelos 30 anos de compromisso com a sociedade goiana, no cumprimento diário da missão de democratizar a informação.
Dustran Machado Rosa Júnior, professor Diretor Geral da Universo/Goiânia, via e-mail
***
O petróleo é nosso
Sérgio Cabral deu uma de "garotinho", armando aquele espetáculo constrangedor regado a lágrimas. Prepara agora uma manifestação monstro no Estado do Rio de Janeiro, liberando até os funcionários públicos de comparecerem ao trabalho a fim de pressionar o governo federal a rever a decisão do Congresso. E tudo porque Cabral alega que o Rio vai falir sem os royalties. Segundo ele, será uma catástrofe, uma hecatombe, nada mais poderá ser feito, nenhum projeto concluído, e, o pior, não haverá nem Copa nem Olimpíada. A situação que ele pinta é tão feia que me pergunto como será que o Rio conseguiu sobreviver até hoje sem os tais royalties do pré-sal.
Será possível que o governador Cabral calculou seus orçamentos futuros já contando com os ovos que a galinha nem botou? E será que essa galinha é realmente poedeira? E será justo que os royalties beneficiem somente três Estados da Federação, quando sabemos que há tanto a ser feito nos demais Estados? Riqueza da nação é para ser repartida entre os irmãos, seu Cabral.
Mara Montezuma Assaf, via e-mail
Publicidade
- Manchete
- Famílias sem fronteiras
- Esportes
- Goleada para lavar a alma
- Economia
- 700: vagas em cruzeiros


