Colunas / Opinião do Leitor
Na conta do contribuinte
O desembargador José Jurandir de Lima, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, será julgado amanhã pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado é acusado de empregar dois filhos no Tribunal de Justiça que nem sequer compareciam ao trabalho. Recentemente, o CNJ aposentou compulsoriamente dez magistrados de Mato Grosso por desvios de verba do Judiciário. O presidente em exercício da OAB Nacional, Marcus Vinícius Furtado Coelho, estará presente na sessão do chamado órgão de controle externo do Judiciário. Segundo a denúncia movida pelo Ministério Público Federal, Tássia Fabiana Barbosa de Lima, filha do desembargador, morava em São Paulo no período em que estava lotada no tribunal. Nunca compareceu ao trabalho e, mesmo assim, recebia os salários. Já o filho de Jurandir, Bráulio Estefânio Barbosa de Lima, faleceu durante um acidente de automóvel em 2007 e cursava faculdade de Medicina com elevada carga horária na época em que o pai era o presidente do TJ.
A denúncia começou a ser investigada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como se trata de um magistrado, o tribunal pediu que fosse aberto um procedimento disciplinar no CNJ. Em sua defesa, no inquérito conduzido pelo STJ, o desembargador justificou que os filhos não foram contratados por ele, mas sim por seus colegas. Curiosamente, eles exerciam cargos em comissão e estavam lotados no gabinete do pai.
O Ministério Público Federal denunciou José Jurandir de Lima, além dos filhos, por peculato e crime continuado. Para o procurador responsável pelo parecer no CNJ, os filhos do desembargador seriam funcionários fantasmas e, portanto, não prestavam serviço algum. O MPF destaca ainda em seu parecer que Jurandir confirmou que os filhos compareciam ao trabalho, mesmo sabendo do contrário. Isso é o bastante para confirmar a participação do desembargador na irregularidade, o que desqualifica a defesa apresentada ao Superior Tribunal de Justiça
Jakson Perdigão, via e-mai
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CQC
CNJ julga magistrado que contratou filhos que nunca trabalharam. Gostaria de elogiar o CQC - Custe o Que Custar. O quadro Proteste foi excelente. Parabéns pelo profissionalismo, pela coragem, pela frieza, pela conduta, pelas ótimas e esclarecedoras imagens. Mesmo diante de ofensas de pessoas com muito poder nas mãos, mas sem nada na cabeça pensante, apadrinhado até por juíza que censurou essa matéria.
Apelo para que a Rede Bandeirantes, que publicamente ofereceu para levar o caso até o final, realmente o faça. A matéria mostrou que não só os políticos estão enraizados em desvios, corrupção e ao aproveitamento próprio, há outros da administração pública envolvidos e o pior, eles acham isso normal.
Se não for a imprensa livre mostrar e tentar mudar, esse pais estará perdido. Ele sempre estará. Temos que garantir a imprensa livre e de bom quilate.
Parabéns ao CQC e à Band.
Paulo Pisati Silvestri, via e-mail
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Só o tempo
Deprimente a foto publicada em uma revista de grande circulação nacional que mostra os formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba-GO homenageando Delúbio Soares, convidado pelos mesmos para padrinho de turma, e mais, para falar sobre ética na política. O Brasil não merece isso. Eu até já percorri os percalços desse pensamento abjeto que os formandos ora vivem. Foi no tempo em que eu tinha três pés na ideologia marxista e apenas um fora. Mas sou otimista, eles irão pensar melhor, acho que é só uma questão de idade, o tempo vai ajudar.
Humberto de Luna Freire Filho, via e-mail
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Mentiras oficializadas
Fernando Henrique Cardoso privatizou 74 empresas deficitárias, bilhões/ano, o PT usou este fato e ganhou a eleição, não reestatizou por quê? Foi a melhor coisa feita neste País, quem veio depois está usufruindo de maneira errada, sem projetos? O atual passará 35 bi de dívidas do PAC ao sucessor, e ainda vai lançar PAC 2, pode? As verbas têm servido a falcatruas e roubos, superfaturamento.
O trabalho, apenas ele, dá dignidade ao homem, estamos aguardando concursos sem manipulações (Cespe-UNB), o Enem cumprindo sua finalidade, livros didáticos a crianças sem palavrões e que lhes dê caráter, mas temos pessoas que gostam disto e as defendem, uma pena a meu ver. Participei da cata de assinaturas do projeto Ficha Limpa, a chance de termos candidatos honestos na política. Sabedores disto, os deputados descumprem uma norma constitucional e não colocam em votação, uma hipocrisia nefasta. Agora é mania imiscuir na vida política de países ditatoriais e belingerantes e perigosos, Irã, Venezuela, Bolívia, Honduras, etc, e debochando dos EUA, se precisarmos de ajuda? Quem sempre nos socorreu está sendo pisoteado desnecessariamente, portanto respeito aos apaixonados pelo PT, mas eu tenho minhas barbas de molho, oficializaram neste País a mentira e a corrupção. Da índole de nossos políticos, afinal aqui eles decidem sempre o que é bom ou ruim a eles.
Júlio José de Melo, via e-mail
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Campeã de favelas
Na segunda-feira, 22 de março, na abertura do 'V Fórum Urbano Mundial das Cidades', o governador do Rio, Sérgio Cabral, estufou o peito com orgulho para dizer, mais uma vez, que a capital do Estado que ele governa é uma das campeãs mundiais no ranking de favelas (mais de mil no total, pasmem, só na capital), e teve a coragem de convidar visitantes de várias partes do planeta para conhecê-las, fazendo alguns acreditarem que favela é ponto turístico.
Acredite, ele tem orgulho e não se sente constrangido de mostrar para o mundo o que deveria ser motivo de vergonha e mobilização nacional. O episódio chega a ser cômico se não fosse trágico, um verdadeiro disparate, que certamente passará desapercebido pelo povo brasileiro e até pela imprensa menos atenta, sobretudo aqueles que acham que favela é coisa normal e sem solução. Na verdade, nossa sociedade passou a não mais ver nas favelas a falência do modelo político e da gestão da coisa pública. Para muitos, a "má sorte" dos que nelas vivem não passa de indolência ou desígnios divinos, já que por opção ninguém teria coragem de viver em uma favela.
Enquanto o governador fazia o convite, que foi moderado e literalmente retirado pelo presidente Lula, que desaconselhou a visita às favelas, mais de 400 policiais ocupavam três morros no complexo da Providência, no Centro, próximos ao evento, para implantar o que também é motivo de orgulho para o governador: estamos falando da tal "polícia pacificadora".
Projeto que para muitos especialistas não passa de mais um paliativo para acabar com a violência na cidade do Rio de Janeiro. Isto porque polícia pacificadora serve para empurrar o crime de um morro para o outro, não mexendo nas estruturas e no cenário que continua indigno para seres humanos viverem. Com efeito, favela não é assunto só de polícia, mas antes e principalmente de inclusão social e incompetência da classe política. Cumpre, pois, acrescentar que 25 milhões de pessoas vivem nas mais de 20 mil favelas espalhadas por todo o território nacional, um vexame que foge à compreensão de cidadãos minimamente esclarecidos e que envergonha a Nação brasileira.
José Aparecido Ribeiro, via e-mail
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Corajosas
Uma dama de branco cubana já vale o peso da deputada Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) e outros 30 deputados federais que assinaram a moção em favor da ditadura cubana!
Pela coragem de enfrentar os irmãos Castro e sua horda assassina, as damas de branco merecem o apoio de toda Nação brasileira. Elas não se escondem atrás de cargos e nem de imunidade parlamentar como nossos ¨bravos e corajosos ¨parlamentares!
Lauro Fujihara, via e-mail
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Será possível?
A cidade alemã de Niederzimmern está pedindo contribuições para tapar um de seus enormes buracos. Será que nosso presidente irá destinar nosso suado dinheirinho para contribuir com a causa alemã?
Afinal, as estradas federais do Brasil são verdadeiros tapetes, não precisamos gastar aqui.
Era só o que faltava!
Cléa Corrêa, via e-mail
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Resistência ao futuro
Em todas as sociedades humanas existem pessoas que agem segundo as leis e normas reconhecidas como legais do ponto de vista constitucional. No entanto, também existem pessoas que não reconhecem e desrespeitam essas leis e normas para obter benefício pessoal. Essas pessoas são conhecidas sob o nome comum de criminosos. No crime de corrupção política, os criminosos – ao invés de assassinatos, roubos e furtos – utilizam posições de poder estabelecidas no jogo político normal da sociedade para realizar atos ilegais contra a sociedade como um todo. Em regra, a sociedade aceita e de certa forma até convalida com a situação.
Assistir à corrupção faz com que o cidadão passe a descrer da capacidade da legislação do nosso País de coibir erros. Daí, quem age certo começa a se questionar se vale a pena andar dentro da lei. Muitos, mesmo com as mãos sujas da corrupção, ainda querem negar ou jogar a culpa para os outros.
E ainda existia uma resistência ao novo, à mudança. Mas esta realidade está mudando. Estão surgindo outros valores culturais, conceitos morais, princípios éticos, outras normas comportamentais, frutos da socialização de informações, das tecnologias, da consolidação de sistemas democráticos, da estrutura midiática moderna que adota uma agenda positiva. Portanto, uma sociedade mais organizada em classes, mais esclarecida e mais ativa. Enfim, uma série de fatores que contribuíram para a redução da interferência e influência do poder econômico no poder representativo. Houve avanço, no entanto, mas há muito que melhorar.
Nayara Pereira da Silva, via e-mail
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Tradução simultânea
Perguntar não ofende: se Lula conseguir ocupar o cargo de secretário geral da ONU, vai utilizar do português para se comunicar? Em suas viagens vai andar eternamente com o ponto na orelha para tradução simultânea?
Mara Montezuma Assaf,
via e-mail
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