Colunas / Opinião do Leitor

Sem limites

20 de Março de 2010 |

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Quando tratamos do tema Educação, não podemos nos limitar simplesmente ao didatismo. Valores éticos e morais são essenciais à formação de nossos estudantes e devem ser cultivados na escola.
Neste sentido, chama a atenção o caso dos alunos de uma instituição de Goiânia que recentemente submeteram um idoso a constrangimento público. Para piorar, a ação foi gravada e exposta na internet sob ares de chacota, amplificando a humilhação.
Não podemos permitir que nossos jovens cresçam sem limites. Da criança que toma o assento do idoso dentro do ônibus ao adolescente que agride seus avós, todos devem ser instruídos no sentido de respeitar os mais velhos.
Além de bons concorrentes para o mercado, nosso sistema educacional tem de ajudar no preparo de bons cidadãos para o País. Só assim transformaremos o Brasil que temos no Brasil que realmente desejamos.
Thiago Peixoto, deputado estadual, via e-mail

 

A agressividade de Betinha Tejota
Ao manusear o Diário da Manhã desta sexta-feira, estranhei ao me deparar com uma áspera, grosseira, desairosa e imerecida crítica da deputada Betinha Tejota, na Opinião do Leitor, sobre uma nota política da jornalista Tainá Borela publicada em sua coluna Fio Direto, onde apareceu o nome da parlamentar e de seu marido. Sem qualquer ponderação, a deputada faz pesados ataques ao trabalho da jovem jornalista, que, de um modo geral, tem sido bastante apreciado pelos leitores. Estranho porque, na condição de parlamentar em um País democrático, ela ignora a verdadeira missão do jornalista, que é a de divulgar à população a verdade dos fatos anteriormente ocorridos.
Ao contrário do que foi dito pela deputada, o trabalho jornalístico de Tainá Borela é digno de credibilidade. Suas informações têm sido precisas, com demonstração de um profissionalismo sério, imparcial e de qualidade. Não se tem dúvida de que a “novel” jornalista está entre os melhores e mais experientes profissionais da imprensa que compõem o Diário da Manhã e foi a que melhor substituiu o consagrado jornalista Ivan Mendonça na coluna Fio Direto, razão pela qual parabenizo-a.
Diante de tal fato, e na condição de admirador do corpo jornalístico do Diário da Manhã, que é comandado pelo mestre Batista Custódio, tenho a lamentar e dizer à jovem jornalista que não se sinta desestimulada por isso. O seu brilhante trabalho pode não agradar à deputada, mas esteja certa de que a qualidade profissional do mesmo é reconhecida pela grande maioria dos leitores deste conceituado jornal. Vá em frente!
João Francisco do Nascimento, via e-mail

Corajosas Damas de Branco
Trinta mulheres, as corajosas Damas de Branco cubanas, apelam pacificamente por liberdade aos presos políticos, enquanto cerca de 800 partidários de Fidel se empurravam para gritar insultos contra elas. A desproporção dos números evidencia o quanto temem os Castro estes movimentos de protesto. Portanto, a ordem é abafar e abafar, sem outra alternativa, porque estas cenas não podem e não devem ficar gravadas na retina e na memória da população. Afinal, os cubanos não leem outras notícias pelo jornal Granma que não sejam as escolhidas pelo censor, e aquilo que não se vê não se sabe, portanto não existe. Velho ditado colocado em prática nas "democracias" socialistas e totalitárias: o que o olho não vê, o coração não sente" e melhor que tudo, a mente não registra.
E tem gente que ainda sonha transformar o Brasil numa Cuba em tamanho gigante.
Mara Montezuma Assaf, via e-mail

Crítica à UEG é desonesta
Em resposta à carta publicada ontem (19/3) neste espaço, enviada supostamente pelos professores do curso de Pedagogia da UEG/Campos Belos, na verdade partiu apenas de um professor, que utilizou indevidamente o coletivo. Sobre as críticas do professor, afirmamos o seguinte:
1 - O prédio da Unidade Universitária de Campos Belos encontra-se em reforma para melhor atender à comunidade universitária.
2 - Os critérios utilizados para a definição das vagas oferecidas no concurso por região foram frutos de amplo debate que envolveu todas as unidades da UEG, inclusive Campos Belos. Portanto, a titulação e o quantitativo de vagas destinadas a esta unidade foram definidos pelo seu colegiado interno e não pela reitoria.
3 - A UEG fez uma readequação das coordenações adjuntas de gestão porque havia excesso de carga horária para determinadas coordenações e projetos. Hoje são os Conselhos Acadêmicos das Unidades da UEG que definem a distribuição de carga horária e a criação ou não de coordenações adjuntas, obedecendo a critérios estabelecidos pelo CsU - Conselho Universitário Superior. Portanto, não há corte em coordenações adjuntas.
4 - A carga/horária para o TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – foi amplamente debatida no CsU e foi aprovada 01 hora/aula por aluno, porque este é um critério justo e que é utilizado pela grande maioria das universidades brasileiras.
5 – No período de abril de 2006 a 2009, o governo de Goiás investiu na UEG mais de R$ 500 milhões. Com este investimento foi possível atender às inúmeras demandas de nossa universidade. Portanto, críticas infundadas não possuem ressonância em nossa sociedade.
6 - A Unidade de Campos Belos já possui um acervo bibliográfico com centenas de obras e recebeu este ano cerca de 400 livros e receberá nos próximos meses R$ 150 mil em livros. Todas as unidades da UEG, inclusive Campos Belos, receberão também, nas próximas semanas, um kit biblioteca composto de móveis, computadores com internet e climatizadores para melhor atendimento aos alunos e professores.
Nenhuma universidade resolve todos os seus problemas de uma vez. O surgimento de demandas sempre gerará outras demandas. Por isso ela estará sempre em construção. Afirmar que a UEG está em “frangalhos” é o mesmo que dizer que ela está decaída, moral ou fisicamente. É um discurso, no mínimo, insensato e desonesto, se considerarmos que esta instituição, ainda que tenha os seus problemas, precisa ser respeitada, principalmente por aqueles que nela trabalham. (Resposta à carta “UEG aos frangalhos”, publicada ontem em Opinião do Leitor)
José Custódio Pereira Neto, chefe de gabinete da Reitoria da UEG, via e-mail

Um dia de cão
Ontem, por volta das 18 horas aproximadamente, saindo de sua residência para praticar esporte, meu sobrinho, ao deparar com um amigo que estava acompanhado de seu cão (mistura de boxer com pit bull), ao cumprimentá-lo, foi atacado nas suas genitálias, o que causou ferimentos expressivos em seus órgãos. Deu muita sorte, por pouco este rapaz poderia ter perdido a vida. E hoje todos nós poderíamos estar chorando essa tragédia.
É um absurdo que os donos desses cães e as autoridades de nosso município não enxerguem que animais agressivos não podem circular sem um protetor no focinho para preservar a integridade física das pessoas que circulam pelas ruas.
E se esse (não só ele) cachorro, por um descuido de quem o acompanha, se desvencilhar e atacar e matar uma criança ou mesmo um adulto, o pesar será enorme. No final de semana, um programa de televisão mostrou que um desses cães ferozes atacou uma senhora que teve que amputar uma de suas pernas. Hoje ela vive numa cadeira de rodas.
Para que isso não aconteça em nossa cidade, pedimos aos senhores donos de animais que os deixem em seus quintais, longe das pessoas, e não os levem para passear mesmo com coleira, já que por algum descuido uma vida ou várias podem ser perdidas.
César Miguel Sassine Chater, via e-mail

PM: credibilidade em risco
A escalada da violência praticada por membro da Polícia Militar é preocupante.
O monitoramento da vida dos membros da PM por parte dos seus comandos poderia amenizar a falência das atividades "interna corporis". Certamente, se continuarmos neste passo, mais crimes serão cometidos. Os membros da Polícia Militar que eram expulsos da corporação, no passado, de forma bisonha, tinham suas fardas rasgadas na frente da tropa. Fazer um censo da vida civil e criminal dos membros da PM seria o começo de um novo momento.
150 anos de existência da corporação não podem ser jogados na vala comum. A conta da Segurança Pública muito bem paga está estarrecendo a sociedade com as mazelas apresentadas nos veículos de comunicação, talvez não havendo mais resgaste de sua credibilidade.
Evandro Coutinho França, via e-mail

Os intocáveis
Reuniram-se, dia 18 de março, na Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio), dirigentes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), Associação Nacional dos Editores de Revista (Aner), para ingressar no STF contra o Plano Nacional de Direitos Humanos. Para esses senhores, qualquer regulamentação na área de comunicação fere a democracia e a liberdade de imprensa. São intocáveis e, provavelmente, possuem algum mandato do Divino.
Antonio Negrão de Sá,
via e-mail

Estratégia eleitoral
Não se iludam com a retirada dos itens polêmicos do Decreto PNDH-3, como calar a imprensa, invasão de terras, aborto, etc. Isso é apenas estratégia eleitoral, porque o ministro Vanucchi é feito da mesma fôrma que a ministra Dilma, eternos adoradores de Che e Fidel.
Eles não irão descansar enquanto não colocarem o Brasil no mesmo nível de Cuba. Ditadura. Quem viu a forma agressiva como foram jogadas as manifestantes de branco (paz) que lutam pelos maridos presos injustamente pelo regime totalitário cubano pode avaliar o que nos espera. Não é segredo de ninguém. Dilma, Dirceu, Franklin Martins, Tarso Genro e tantos outros governistas lutaram e pegaram em armas contra a Ditadura Militar não foi pela democracia e sim pela ditadura cubana. Para quem duvida ou não sabe, existe um farto material na internet. Basta pesquisar. Tirar dúvidas de onde vieram e para onde querem nos levar. Mais de quatro anos de petralhas no poder. Salve-se quem puder.
Beatriz Campos, via e-mail
 

Protesto
Já que o presidente do meu País se faz de morto para o que está acontecendo em Cuba com os que ousaram protestar contra o governo dos irmãos Castro, eu me junto às Damas de Branco, e mando daqui do Brasil, em coro com elas, o meu grito de protesto: "Libertad, libertad, libertad!"
Ronaldo Gomes Ferraz, via e-mail

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