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Comemoração em alto estilo

Agepel faz programação especial com música, teatro, circo e espetáculos para homenagear a mulher em seu dia

08 de Março de 2010 |

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A Agência Goiana de Cultura (Agepel) abre espaço para espetáculos em homenagem ao Dia da Mulher, hoje, dia 8 de março. Com apresentações de teatro, circo e música, os espetáculos se estendem até 10 de março, sempre às 20 horas, com entrada franca, no Martim Cererê. Já o Cine Cultura exibe uma série de filmes, de 19 a 25 de março, igualmente com entrada franca.
Para a homenagem de hoje, haverá o espetáculo Parem de falar mal da rotina, com Elisa Lucinda. O espetáculo foi concebido em julho de 2002, quando ela participava do Festival Internacional de Teatro em Sitges, na Espanha. Elisa Lucinda, no primeiro formato, entre um poema e outro, conversava com a plateia, numa reflexão sobre a existência e o cotidiano dos personagens que criamos.
O resultado foi de surpreendente sucesso. Com cinco anos de existência da peça, a atriz e diretora já pôs em cena nada menos que 56 personagens de sua criação. Estreou no Rio de Janeiro e fez uma temporada de quase 90 apresentações em várias cidades brasileiras.
Elisa Lucinda dos Campos Gomes nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1958. É poetisa, jornalista, cantora e atriz. Atuou em algumas peças, como, Rosa, um musical brasileiro, sob direção de Domingos de Oliveira, e Bukowski, bicho solto no Mundo, dirigido por Ticiana Studart. Integrou o elenco do filme A causa secreta, de Sérgio Bianchi.
Seu primeiro trabalho na televisão foi a novela Kananga do Japão, de 1989, na extinta TV Manchete. Depois disso, Elisa atuou nas novelas da TV Globo escritas pelo exímio Manoel Carlos como Mulheres apaixonadas, Páginas da vida, e a que está atualmente em exibição, Viver a vida. A atriz também passou pelo mundo do cinema. Nas telonas, ela já atuou como protagonista ao lado da amiga e atriz Zezé Polessa, no filme Alegres comadres, lançado no Festival BR de Cinema 2003.
Fez várias apresentações teatrais, e como escritora publicou sete livros, dentre eles A menina transparente, Eu te amo e suas estreias, O semelhante e A fúria da beleza. Além disso, produziu alguns CDs de poesias, como Semelhantes, Eu te amo e suas estreias e Notícias de mim. Seu primeiro livro de poesia, O semelhante, foi lançado em 1994. Este foi o passo para que a peça de mesmo nome, onde ela dizia seus versos e conversava com a plateia, permanecesse em cartaz durante seis anos.
 Elisa ainda mantém a Escola Lucinda de Poesia Viva onde ensina interpretação teatral da poesia seguindo o lema Falando poesia sem ser chato. Com mais de 12 anos de criação, a escola tem como objetivos principais provar a utilidade da poesia dentro da vida cotidiana, uma vez que foi o primeiro gênero de autoajuda conhecido no mundo. Chama-se escola e não curso, exatamente porque é uma posição. Uma prática onde a poesia é tratada com as respirações, as interjeições e as sujeirinhas humanas, ou seja, a coloquialidade presta um grande serviço à poesia, uma vez que arranca dela a solenidade imposta pela técnica declamatória oficial.
A escola funciona o ano inteiro com aulas semanais. Todo ano são realizados workshops pelo Brasil, com o objetivo tanto de proporcionar um intensivo para quem quer mergulhar logo em dose cavalar, quanto de formar novos talentos.

Espetáculo Parem de falar mal da rotina - com Elisa Lucinda
Quando: Hoje, a partir das
20 horas
Onde: No Centro Municipal de Cultura Martim Cererê. Rua 94-A, Setor Sul
Quanto: entrada franca

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