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Reinauguração do que já foi inacabado

Agepel reabre as portas do antigo Teatro Inacabado, agora chamado Otavinho Arantes, com apresentação da peça Balada de um Palhaço

22 de Março de 2010 |

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Com 50 anos de existência e após ficar fechado por quase 18 anos, o Teatro Otavinho Arantes, antigo Teatro Inacabado da Agremiação Goiana de Teatro (AGT), será reinaugurado hoje, a partir das 20 horas, com a presença do governador Alcides Rodrigues e da presidente da Agepel, Linda Monteiro. Para comemorar a reabertura,  a peça Balada de um Palhaço, da Cia. de Teatro Arte & Fatos, sob a direção de Danilo Alencar, se apresenta, a partir das 21 horas, com entrada franca.
 O espetáculo conta a história de dois palhaços, Bobo Plin e Menelão. Este último é o dono de um circo falido que explora outro artista empenhado em escapar da pobreza. Os dois se enfrentam em situações que misturam tragédia e comédia.  Quem interpreta os palhaços são os atores Bruno Peixoto, como Menelão, e Edson de Oliveira, no papel de Bobo Plin. Escrito em 1986 por Plínio Marcos, no leito do hospital em que se recuperava de um infarto, o texto desenvolvido pelos personagens Menelão e Bobo Plin, alter egos do dramaturgo, traz à tona os conflitos que impulsionam as relações humanas.
No ano de estreia, em 2006, a peça conquistou o Prêmio Miriam Muniz de Teatro da Funarte. A montagem do grupo goiano Artes & Fatos, dirigida por Danilo Alencar, faz parte das homenagens do Festibero ao dramaturgo paulista, que morreu em 1999.

Teatro
Localizado na Avenida Anhanguera, em frente ao Lago das Rosas, o antigo Teatro Inacabado é um ícone da memória cultural goiana. Foi construído em 1959, como sede da AGT por seu fundador e um dos pioneiros das artes cênicas em Goiás, Otavinho Arantes, que agora dá nome ao local.
A história da construção do teatro põe em cena a perseverança do teatrólogo que chegava a cruzar Goiânia de ponta a ponta arrastando um carrinho de mão carregado de tijolos para edificar o prédio. O teatro foi inaugurado sem estar concluído, daí a denominação de “Inacabado”.
Desde a inauguração, há 50 anos, o teatro nunca havia sido reformado. Agora, o prédio está, finalmente, acabado, com adaptação do palco, poltronas novas, reforma dos camarins e pintura de toda a área externa.

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